| Piauiense
é acusada de matar o pai em Brasília
Diego Iglesias
Especial para O DIA
Na manhã de ontem um caso de violência
contra o idoso foi registrado na Delegacia de Segurança
e Proteção ao Idoso em Teresina. Desta vez,
uma mulher teria matado o próprio pai, um aposentado
de 85 anos, depois de uma série de maus-tratos na cidade
de Brasília/DF.
A denúncia foi feita por Honório Pereira do
Nascimento Filho, que é filho da vítima, o senhor
Honório Pereira do Nascimento. De acordo com ele, em
setembro do ano passado a sua irmã Maria da Conceição
Pereira de Andrade teria levado o pai de Teresina para a cidade
de Brasília, afirmando que daria melhores condições
de vida para o aposentado, levando também os cartões
de benefícios do governo e as senhas, o que garantiria
o recebimento de mais de R$ 4.500,00.
Depois disso, a filha nunca mais manteve contato com os irmãos
em Teresina, que só obtinham informações
do pai através de alguns vizinhos de Maria da Conceição,
que supostamente não estaria cuidando bem do pai, o
que culminou com a a morte do idoso no domingo. “O filho
da vítima disse ainda que, até agora, Maria
da Conceição não manteve contato nem
para avisar que o pai tinha morrido. Todos só ficaram
sabendo através de uma vizinha que viu que o senhor
Honório tinha falecido no hospital e ligou”,
informou o agente Júlio César da Delegacia de
Segurança e Proteção ao Idoso.
Com a morte do aposentado e a denúncia, o delegado
Marlos Sampaio entrou em contato com os policiais na cidade
de Brasília, pedindo que o caso fosse investigado.
Além disso, há a suspeita de que Maria da Conceição
estaria se aproveitando dos benefícios do pai, que
era aposentado do Exército.
O aposentado Honório Pereira do Nascimento tinha 11
filhos. Destes, apenas quatro moram na cidade de Brasília,
e os demais em Teresina. A filha alega que o pai morreu de
uma pneumonia e que ele já foi enterrado, enquanto
os irmãos pedem a transferência do corpo para
o sepultamento em Teresina.
Aumento
As denúncias de apropriação de cartões
de aposentados para o recebimento dos benefícios estão
cada vez mais freqüentes em Teresina, o que constitui
cerca de 70% dos casos registrados na Delegacia de Segurança
e Proteção ao Idoso.
PM investiga atropelamento
de menina
Com o acidente ocorrido na tarde do último domingo,
que levou a morte da menina Vitória Régia de
Sousa, de apenas oito anos, a Polícia Militar continua
as investigações para saber se o carro que atropelou
a criança era realmente dirigido por policiais militares.
De acordo com o coronel Prado, a Polícia militar não
tem nenhum carro com as características informadas
pelas testemunhas, mas nada impede de policiais serem transportados
por outros veículos. “A PM não tem nenhum
carro vermelho, mas pode ser que realmente sejam policiais
que estivessem nesse carro”, disse o coronel.
Segundo o comandante geral da Polícia Militar, Coronel
Edvaldo Marques, a Corregedoria Geral da PM vai investigar
o caso, mas, adiantou que todos os policiais militares estavam
trabalhando em carros da Polícia. “Nós
não temos nenhum registro de policiais trabalhando
em carro civil. Mas a corregedoria vai conversar com os pais
e os vizinhos da vítima para colher mais informações.
Se chegarmos à constatação de que há
policiais militares culpados nesse acidente, a corregedoria
vai tomar todas as providências cabíveis”,
informou.
O acidente aconteceu na tarde de domingo, dia de eleições
no bairro Parque Piauí, zona Sul de Teresina. De acordo
com as testemunhas, a garota foi atropelada por um veículo
Frontier vermelho, de placa LWO-9245/PI, que estava à
serviço da Justiça Eleitoral. (DI e
KA)
Promotor se recusa a
rotular tripulantes do Legacy como prováveis réus
O promotor Adriano Roberto Alves afirmou no
final da tarde de ontem que ainda não há elementos
concretos para considerar réus em potencial o piloto
e o co-piloto do jato Legacy que bateu contra o vôo
1907 da Gol, pouco antes que ele caísse em uma região
de mata fechada do Mato Grosso, na sexta-feira (29).
De acordo com Alves, dizer que os esforços estão
concentrados em reunir evidências contra os norte-americanos
é “muito prematuro”. Ele afirmou que, antes
de levantar denúncia (acusar formalmente) os profissionais,
ele ainda precisa ouvir os depoimentos dos dois, dos demais
passageiros do Legacy e dos controladores de vôo envolvidos.
“Eles estavam no comando de uma aeronave que provocou
a morte de 155 pessoas; tinham um plano de vôo a ser
executado; podem ter sido irregularmente autorizados a alterá-lo
ou podem ter desobedecido. Eles são os únicos
que podem explicar o que falta e, por isso, são testemunhas
imprescindíveis. Só isso.”
Na segunda-feira (2), o promotor obteve na Justiça
um mandado de busca e apreensão que reteve os passaportes
do piloto e co-piloto do Legacy, Joseph Lepore e Jean Paul
Paladino. Os documentos foram apreendidos nesta terça-feira
pela Polícia Federal do Rio. Os dois foram levados
à cidade para serem submetidos a exames.
Em depoimento à polícia, o co-piloto da aeronave,
pertencente a uma empresa de táxi aéreo dos
Estados Unidos, disse que o Legacy voava havia uma hora e
meia quando perderam o contato com o centro de controle de
tráfego aéreo de Brasília. Minutos depois,
quando ainda tentavam restabelecer o contato, eles dizem ter
ouvido um barulho semelhante a “uma batida de carro”.
Primeiros corpos
Os dois primeiros corpos das vítimas do vôo 1907
da Gol chegaram às 17h43 de ontem no IML (Instituto
Médico Legal) de Brasília. Com base em impressões
digitais que já foram coletadas por peritos no local
do acidente, os legistas esperam identificar as primeiras
vítimas ainda nesta terça-feira. Os 155 ocupantes
do Boeing morreram.
O diretor do IML, José Flávio de Souza Bezerra,
afirmou que desde ontem informações são
recolhidas com os parentes das vítimas. Essas informações
incluem um questionário com as características
das pessoas, como tatuagens, cicatrizes, pinos de cirurgias,
radiografias, entre outros. Além disso, os parentes
dizem que já começaram a fazer coleta de sangue
para realizar exames de DNA. Até a tarde desta terça,
45 já haviam sido preenchidos.
Bezerra disse que já pediu aos institutos de identificação
dos Estados para que mandassem as fichas das vítimas
com suas impressões digitais para comparação.
Os dados de 40 deles já estão no IML de Brasília.
Segundo o IML, a intenção é confrontar
os dados como as impressões digitais e as características
apontadas pelos parentes para evitar que familiares tenham
contato visual com os corpos, já que vários
devem chegar a Brasília irreconhecíveis.
Cinco caminhões frigoríficos serão usados
pelo IML para o transporte dos corpos entre a base aérea
e o instituto. A capacidade do IML de Brasília é
de 70 a 80 corpos, mas há possibilidade de os restos
mortais serem deixados nos próprios caminhões
durante o processo de identificação.
Dupla é presa
por porte ilegal de arma
Os agentes do 7° Distrito Policial em Teresina
iniciaram a semana com muita movimentação. Durante
a madrugada de ontem, dois homens foram conduzidos para a
delegacia por porte ilegal de arma, sendo autuados em flagrante,
com a suspeita de estarem tramando um assalto, além
de serem procurados pela polícia. Segundo os agentes,
ambos têm várias passagens em várias delegacias
e cumpriram pena por assaltos e outros crimes.
A prisão aconteceu por volta da meia-noite da última
segunda-feira, numa operação de rotina da Polícia
Militar, que abordou Adriano Lopes Monteiro e Edmilson de
Souza. Eles vinham em uma moto CG-Titan, de placa LVV 1232
de Teresina, nas proximidades do bairro Itaperu, zona Norte
da cidade, local onde vários jovens se reúnem
para o tráfico de drogas. De acordo com a polícia,
ao perceberem a presença da viatura da PM, os dois
abandonaram a moto e começaram a correr, atirando várias
vezes contra os policiais, que conseguiram capturá-los
em seguida. “Foi encontrada apenas uma arma com eles
[um revólver calibre 38], mas o outro [Edmilson de
Souza] jogou a sua (arma) dentro de uma lagoa, disse o agente
Doriedson.
Os dois presos têm uma extensa ficha policial. Edmilson
de Souza já cumpriu três anos de prisão
por latrocínio, responde a uma acusação
de homicídio no 2° DP, foi preso por duas vezes
pela Polinter pelo roubo de moto e responde um inquérito
por furto. Já Adriano Lopes Monteiro, já passou
pouco mais de um ano preso sob a acusação de
assalto.
Apesar das acusações da polícia, os dois
elementos negam que estariam tramando um assalto. Segundo
Edmilson, tudo que houve foi um engano, pois estava em um
bar e resolveu dar uma carona a Edmilson de Souza, sem saber
que o mesmo estava armado. “Não tem nada a ver
com assalto. Eu estava em um bar e o cara [Adriano Lopes]
me pediu carona, mas quando chegamos no Itaperu, a polícia
mandou a gente parar e prendeu a gente. Eu não sabia
que ele andava armado. Ainda vieram dizer que eu tinha arma,
mas isso não existe, é invenção
deles [da polícia]”, argumentou Edmilson.
Já o comparsa diz que não existia plano de assalto
e que andava com a arma para se defender, pois é ameaçado
de morte. “Tenho alguns inimigos e por isso andava com
a arma direto”, explicou Adriano Lopes, que mostrou
várias cicatrizes de perfurações de bala
no corpo, o que segundo ele, foram feitas por seus inimigos.
A polícia ainda está investigando se a moto
apreendida com eles é roubada. (DI)
Grupo promove terror
em casa na zona Sul
No último domingo, uma família
no bairro Lourival Parente, zona Sul de Teresina, passou por
momentos de terror ao ter a casa invadida por bandidos e se
tornado refém deles. O crime foi cometido por quatro
adolescentes e um maior, que renderam todos da casa com pedaços
de pau e pedra.
A ocorrência foi registrada no 4° Distrito Policial,
que na manhã da última segunda-feira, conseguiu
prender parte da quadrilha: dois menores, entre eles uma mulher,
e o desempregado Alisson Carlos Gomes Rodrigues. Eles foram
capturados na Vila Irmã Dulce, zona Sul de Teresina,
e autuados em flagrante e os adolescentes foram conduzidos
para a delegacia do menor infrator.
De acordo com a polícia, no último domingo,
depois de terem consumido drogas, o grupo invadiu uma casa
no bairro Lourival Parente armados de pedras e pedaços
de pau e os trancou em um banheiro. Em seguida, o grupo fez
uma verdadeira algazarra na casa, levando alguns pertences
e um aparelho de TV, que eles acabaram derrubando na fuga
da casa. “Eles estavam tão ‘doidos’,
que nem conseguiram segurar a televisão”, disse
um agente do 4° Distrito Policial. Com a prisão
de parte do grupo, a polícia já tem pistas dos
demais envolvidos, que devem ser presos ainda hoje. (DI)
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