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Governador proíbe contratações e determina contenção de gastos
Yala Sena
Repórter

Três dias após o resultado das eleições, o governador Wellington Dias (PT) se reuniu com o secretariado e determinou a suspensão de novas contratações, tanto de serviços como de pessoal, e também pediu a contenção de gastos no Estado. Na reunião ontem (3) pela manhã, no Palácio de Karnak, o governador recomendou aos secretários que, nos três meses para a conclusão do mandato, cumpram a Lei de Responsabilidade Fiscal. A preocupação de Wellington Dias é que o governo não sofra ações por crime de responsabilidade. Outra orientação do governador é que os secretários cumpram todos os contratos firmados e que nenhuma pendência desse governo fique para o segundo mandato.
“Estamos adotando várias medidas. De um lado, que a gente não contrate despesas novas, a não ser em caráter excepcional, mas também reduza gastos com telefones, energia, eventos e viagens”, afirmou o governador. Ele deu como exemplo de gasto emergencial, a necessidade do governo de ajudar os municípios que decretaram estado de calamidade, devido à seca. “Vamos ter que atender esses municípios com carros-pipas e outros serviços. Neste caso é uma despesa excepcional, mas outros gastos estamos buscando evitar”, ressaltou Wellington Dias.
O governador disse que, nos três últimos meses de mandato, o governo precisa cumprir um conjunto de regras estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “Queremos estar concluindo um conjunto de obras, prestando contas de outras e assegurando que a gente tenha medidas de austeridade de tal maneira que possamos chegar em 31 de dezembro com as finanças equilibradas. Não quero empurrar despesas desse mandato, proibidas pela lei, para o mandato seguinte, o que caracteriza crime de responsabilidade”, afirmou o governador.
Wellington Dias ressaltou que desde janeiro vem preparando a equipe para que no final do governo todas as despesas sejam cumpridas. Entre os principais ajustes a serem feitos, segundo o governador, está o envio de um projeto à Assembléia Legislativa regulamentando as despesas da Secretaria Estadual de Saúde, a exemplo de outros estados brasileiros. Como não há ainda lei federal que regularize esses gastos, o Estado vai regulamentar a Emenda Constitucional nº 29 que define os gastos desta área.
No que se refere ao segundo mandato, o governador solicitou que cada área esteja criando um grupo de trabalho para definir as ações estratégicas a partir de 2007.

Candidatos vão poder retornar às secretarias
O governador Wellington Dias (PT) afirmou ontem (3) que poderá convocar os secretários que se afastaram no período das eleições para retornarem aos cargos. Ele disse que a convocação vai ser feita de acordo com a necessidade, mas que “uma boa parte” dos “secretários-candidatos” já comunicou que continuará afastada para se dedicar à campanha no segundo turno.
“Havendo da parte de alguns secretários, que foram candidatos, a condição de retornarem à pasta nesse mandato, será uma situação natural. Uma boa parte já me comunicou que mantém-se afastado do cargo para se dedicar a campanha do segundo turno”, disse Wellington Dias.
Ele ressaltou ainda que deu liberdade para que os deputados eleitos e, que antes faziam parte do governo, possam optar entre o retorno ao cargo ou seguir o mandato de parlamentar. São quatro os deputados eleitos e que eram secretários no governo do PT. São eles, os deputados estaduais Kleber Eulálio (PMDB), que foi reeleito e que se desincompatibilizou do cargo de secretário Estadual de Governo, Robert Rios Magalhães (PC do B), que foi eleito e comandava a secretaria Estadual de Segurança Pública, e Assis Carvalho (PT) que era presidente da Agespisa (Companhia de Água e Esgoto do Piauí). Outro parlamentar eleito, que terá que fazer a opção entre o mandato e o governo será Antonio José Medeiros, do PT, que ocupou a Secretaria Estadual de Educação.
Após a reunião com a equipe de secretários, o governador disse que deixou livre para que os deputados eleitos possam pensar e fazer suas escolhas. O petista Antonio José Medeiros pediu que a discussão fosse feita após a eleição do segundo turno, quando comunicará a decisão dele ao governador. (YS)

Aliados prometem intensificar trabalho pela reeleição de Lula
O governador Wellington Dias (PT) se reuniu ontem com parlamentares e lideranças políticas que deram apoio à sua vitoriosa campanha de reeleição. Muitos aliados compareceram ao encontro, que aconteceu na residência oficial do governador, na Ladeira do Uruguai. O principal tema da reunião foi a campanha em favor da candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno destas eleições.
Por unanimidade, todos os parlamentares e lideranças que estiveram aliadas ao governador no primeiro turno prometeram continuar apoiando o presidente Lula nesta etapa complementar da disputa eleitoral. O deputado federal Marcelo Castro (PMDB) declarou que “ se Lula é o melhor para o Brasil, para o Piauí ele é excelente”, referindo-se ao fato positivo de Wellington Dias conduzir o seu segundo mandato em sintonia com um presidente correligionário e que, a exemplo dessa gestão, garantiu conquistas históricas para o estado.
O deputado estadual Kleber Eulálio (PMDB) disse que o segmento de seu partido empenhada na reeleição de Wellington no primeiro turno estará mais concentrada agora na eleição presidencial, devendo potencializar a votação de Lula no Piauí no segundo turno. O senador Alberto Silva, deputado federal eleito pelo PMDB, declarou que vai reforçar a atuação dele na busca de votos para a reeleição do presidente. Vários prefeitos e parlamentares eleitos nesse pleito também estiveram presentes ao encontro, que deverá se repetir várias vezes ao longo desse segundo turno, envolvendo mais lideranças da capital e do interior.
O governador Wellington Dias embarcou ontem à tarde para Brasília e hoje terá reuniões com a coordenação nacional da campanha de Lula, além de audiência com o próprio presidente da República. Wellington está se disponibilizando a qualquer missão incumbida a ele nessa campanha e, provavelmente, assumirá uma coordenação que o obrigará a percorrer o Piauí e outros estados do Nordeste.

Wellington coordenará campanha de Lula
Político de confiança do presidente Lula e de acesso às lideranças no Nordeste, o governador Wellington Dias (PT) será o coordenador da campanha do presidenciável no segundo turno das eleições. Wellington Dias afirmou que sua meta, após a eleição estadual, é reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Wellington Dias, que fez na eleição de 2002 a articulação política no Nordeste, ficará com a missão de conversar com as lideranças e ampliar a densidade eleitoral na região.
No primeiro turno das eleições, a coordenação ficou por conta da presidente do Diretório Estadual do PT, Regina Sousa, que continuará com o trabalho no Piauí. De acordo com Regina Sousa, o governador era o nome mais cotado para a coordenação de campanha. “É o nome mais provável, e nesta quarta-feira, já participa de reuniões em Brasília”, disse a presidente do PT.
Ontem, Wellington Dias embarcou para Brasília. Hoje, ele cumpre agenda de Governo, com compromissos já marcados com o presidente Lula, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, e o ministro da Integração, Pedro Brito.
Na ocasião, Wellington Dias vai solicitar ao presidente Lula a edição de uma medida provisória que garanta a suplementação de recursos para o Piauí. “Esses recursos vão viabilizar o atendimento de cerca de 90 municípios que estão em dificuldade por causa da seca”, frisou. Segundo ele, sozinho o Estado não poderia arcar com o socorro dos municípios que já decretaram estado de calamidade pública. Por isso, o Piauí precisa do apoio do Governo Federal. (YS)

Sílvio: não quero me envolver com Mão Santa
O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (PSDB), confirmou ontem (3) que será o responsável pela coordenação da campanha de Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, no Piauí. Porém, avisou que não se envolverá com o senador Mão Santa.
“Eu vou ajudar no que for possível para que o nosso Estado perceba que Geraldo Alckmin é a melhor opção para o País, mas em se tratando de contatos como lideranças como o senador Mão Santa, já deixei claro que não farei contato com ele. Isso será feito pelo próprio Geraldo Alckmin”, avisou o prefeito ao desembarcar ontem (3) pela manhã no aeroporto Petrônio Portela. A declaração de Sílvio Mendes é uma demonstração de que ainda existe mágoa, resultado da campanha eleitoral de 2004, em que Mão Santa fez duras críticas ao prefeito.
Sílvio Mendes disse que fará a coordenação política e que buscará apoio para fortalecer a campanha de Alckmin em Teresina e no interior do Estado. O prefeito participou de reunião em Brasília com o candidato Geraldo Alckmin, o senador Heráclito Fortes (PFL), o senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), o senador Jorge Bounhasen (PFL), e membros do Conselho Político da campanha.
Sílvio Mendes ressaltou que é preciso que o partido esteja unido. “Eu espero que se tenha a unidade. É preciso aprender a perder eleição. Com a derrota se tira lições”, afirmou o prefeito. Ele garantiu que o candidato Alckmin não mudará o discurso e que manterá a sua linha propositiva. “Não se muda discurso, se muda prática. Tem que ter essa coerência. A gente pode perder, mas perder com dignidade, com honra, não dá para enganar as pessoas”, afirmou. (YS)

“Dossiê foi um erro imperdoável do PT”
Delano Martins
Repórter

O deputado estadual Antônio José Medeiros, eleito com a segunda melhor votação para a Câmara Federal, classificou como “um erro imperdoável de dirigentes petistas” a tentativa de comprar um dossiê para incriminar políticos tucanos. Medeiros disse que a missão agora é a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Antônio José disse que não considera que o resultado nas urnas e a definição do segundo turno tenham ocorrido por conta de erros do presidente Lula durante a campanha, mas sim por causa dos escândalos envolvendo petistas.
“Lula não errou em nenhum momento da campanha, nem mesmo quando não participou do debate. Ele não havia participado de nenhum dos debates. Acredito que o resultado teve muito a ver com o dossiê”, frisou.
A estrutura de campanha para governador, senador e deputados federais e estaduais no interior do Estado, segundo deputado petista, continuará ativa durante todo o segundo turno e voltada para a eleição do presidente Lula. “Vamos continuar em plena campanha para elegermos Lula mais uma vez”, explicou.
Antônio José não quis antecipar como será a atuação dele a partir do próximo ano no Governo do Estado. Ex-secretário de Educação, o petista afirma que é melhor esperar pela reeleição de Lula, para depois o PT se posicionar sobre como será a participação no segundo mandato de Wellington Dias como governador do Piauí.
“Após o segundo turno, a direção regional do PT estará se reunindo para propor a participação no segundo governo de Wellington. Será uma decisão do partido e não minha. Estarei pronto para atender qualquer determinação, seja como deputado federal ou como secretário”, informou.

Pefelista aponta Sílvio e João Vicente como novas “estrelas” da política
Deputado estadual há vários mandatos, mas derrotado nas eleições deste ano, Leal Júnior (PFL) disse que a reeleição de Wellington Dias ensejou o desenho de um novo quadro político no Piauí. Segundo ele, dois nomes deverão se destacar como grandes estrelas nesse contexto: o senador eleito João Vicente Claudino e o prefeito de Teresina, Sílvio Mendes.
Leal Júnior afirmou que a consolidação da liderança do governador Wellington Dias, a maioria absoluta da base governista na Assembléia Legislativa e a vitória de João Vicente Claudino para o Senado, vão motivar mudanças políticas nos próximos anos em todo o estado. “O governador foi capaz de montar uma aliança que possibilitou a maior vitória política que já aconteceu no Piauí. Por isso, acredito em mudanças profundas no quadro político”, completou.
Leal Júnior aposta que, no futuro próximo, Sílvio Mendes e João Vicente Claudino serão as grandes estrelas políticas do Piauí. “O Sílvio, pelo excelente trabalho que vem realizando em Teresina e, João Vicente pelo sucesso de sua eleição, farão parte desse novo contexto político piauiense nos próximos anos”, frisou.
O deputado não quis responsabilizar ninguém pelo insucesso nas urnas, mas avaliou que o PFL saiu bastante prejudicado após as eleições. “Estou consciente da situação de dificuldade que todos iremos enfrentar. Mas, na política é assim: Uns saem vitoriosos e, outros, não atingem o perfil exigido”, disse. (DM)

Marcelo Coelho reclama de ter sido prejudicado pela coligação com o PMDB
Um dos três deputados do Partido Progressista (PP) que não conseguiu se reeleger, Marcelo Coelho, afirmou, durante a primeira sessão administrativa da Assembléia Legislativa após as eleições, que já desconfiava da coligação entre o PP e o PMDB. O parlamentar disse, no entanto, que não esperava que o prejuízo fosse tão grande para o PP, enquanto que o PMDB conseguiu aumentar a sua bancada no legislativo estadual de sete para oito deputados.
O parlamentar considerou a votação que obteve suficiente para garantir a reeleição dele em qualquer outra coligação. “Desconfiava que a coligação seria inconfortável para nós do PP, mas não sabia que iria dar nisso. O resultado foi realmente pior do que esperava”, admitiu Marcelo Coelho.
Já o também deputado estadual pelo PP, Tadeu Maia, não quis justificar a derrota do partido nas eleições. “Ninguém pode ir contra o resultado das urnas. É sentar, esfriar a cabeça e analisar o que aconteceu. É muito cedo para saber o que houve”, argumentou o deputado. (DM)

 

 

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