e-mail - jornalodia@uol.com.br
» CAPA
» EDITORIAL
» ENTREVISTA
  Dia a Dia
  Torquato
  Política
  Opinião
  Brasil
  Polícia
  Esporte
  Municípios
  Do Delta ao Cerrado
  Variedades
  Elvira & Mara
  Armando Nogueira
  Balaio
  TV O Dia
  Infantil
  Conectando
  Um Prego na Chuteira
 Arimateia Azevedo
  Roda Viva
  Urbanidade
  Espaço Contábil
  Cursos

Humoristas unidos para interpretar fábula indígena
Biá Boakari
Repórter
Para muitos, o Dia das Crianças significa presentes e atividades em família. Pensando nesse público, geralmente ávido por diversão, três humoristas piauienses sobem juntos ao palco trazendo uma história de amizade e união. O espetáculo “A Onça e o Bode” é o programa ideal para entreter crianças e adultos no dia 12 de outubro, às 17h, no Theatro 4 de Setembro.
O roteiro foi adaptado brilhantemente por W. Salmito, que usou uma fábula indígena como base para criar a história de um bode, que resolve construir uma casa na floresta ao perceber que seu dono não o valoriza mais. O problema começa quando, sem perceber, o bode e a onça trabalham na construção da mesma casa. “Eles se unem e decidem pregar uma peça no coronel, dono do bode”, explica Amauri, que interpreta o bode. Como toda fábula, “A Onça e o Bode” ensina uma lição de moral, ao mostrar que se deve respeitar os idosos.
Amauri, que tem dois filhos, idades 2 e 8 meses, vê na peça a oportunidade de fazer um trabalho que eles possam assistir e gostar. “Muitos pais assistem aos shows de humor que fazemos, e lamentam não poderem levar os filhos”, relata o comediante. Uma de suas participações no cenário teatral foi em 1998, com “O Princês do Piauí”, montado pelo Grupo Harém de Teatro. “Não era comédia, e nos apresentamos até no Festival Internacional de Teatro em Portugal”, diz Amauri. Ele também fez parte do elenco de “Raimunda Pinto, Sim Senhor” no mesmo ano.
A onça é interpretada por Francisco Pellé, nome que traduz a existência do Grupo Harém de Teatro. Foi inclusive em uma das mais famosas apresentações do Grupo que Pellé e Dirceu trabalharam juntos: “Raimunda Pinto, Sim Senhor”. A peça, referência no teatro brasileiro, foi montada pela primeira vez em 1992 e continua sendo feita pelo grupo. “Ela não é de temporada, até porque eu acredito que havia uma história do teatro antes e depois de ´Raimunda Pinto, Sim Senhor´”, comenta Pellé, demonstrando a importância do espetáculo não só para o Grupo, mas para a cultura piauiense.
“Como ´A Onça e o Bode´ é uma fábula, a onça que interpreto vai ser feita toda na vertical, usando coisas que identifiquem o animal. Até o figurino é bem simbólico”, diz o intérprete. As fantasias usadas pelo elenco, aliás, são de Aline Souto, que usa a beleza dos animais para criar modelos criativos e coloridos.
O humorista Dirceu já conta com um currículo recheado de participações e espetáculos famosos por abordarem todos os temas, e durante suas apresentações afirma que prefere perder o amigo do que perder a piada. A peça do Dia das Crianças irá marcar sua carreira porque sua filha, Lis Andrade, faz uma participação especial durante o espetáculo interpretando a garotinha que ouve a fábula contada pelo matuto Zeca do Mato (Dirceu).
O grupo vem trabalhando há dois meses na produção do espetáculo, mas os planos de trabalharem juntos existiam bem antes. “A gente sempre conversou sobre fazer um espetáculo junto”, revelou Pellé. Segundo ele, a maioria das peças infantis de Teresina não traze muita qualidade técnica, e acaba afastando o público jovem. “Elas têm produções insípidas, mas o problema é nosso, é artístico. As crianças são tratadas como se não tivessem inteligência, e nossa peça não vai ser assim. Será para todas as idades”, finalizou.

Quatro anos incentivando a leitura
ABiblioteca Municipal da Costa e Silva completa quatro anos de funcionamento e tem muito o que comemorar. Localizada na rua Monteiro Lobato, no Parque Alvorada, zona Norte de Teresina, o espaço conta hoje com uma estrutura de funcionamento e acervo utilizados por cerca de três mil consulentes todos os meses.
De acordo com relatório de atividades da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, no ano de 2005, o número de pessoas cadastradas na Da Costa e Silva era de 644. Este ano, o número aumentou para 834 (até o mês de setembro), isso quer dizer que o número de freqüentadores assíduos cresceu, já que o perfil dos cadastrados é justamente aquele que vai mais regularmente à biblioteca e toma emprestado os livros do acervo. Para se ter uma idéia da grande procura da Biblioteca
Da Costa e Silva, a Biblioteca Municipal Abdias Neves, localizada no Centro e considerada a de maior movimento dentre as sete (7) mantidas pela Prefeitura de Teresina, com número de cadastros de 12 mil pessoas, tem freqüência mensal praticamente igual à da Biblioteca Da Costa e Silva.
São aproximadamente 6.500 livros e periódicos, sendo que mais de 4 mil são livros didáticos e paradidáticos, principal fonte de pesquisa da maioria dos consulentes daquela região, a maioria estudantes do ensino médio e pré-vestibulandos. O acervo é ampliado regularmente com as valorosas doações que chegam todos os meses do Rio de Janeiro enviadas pelo filho do escritor Da Costa e Silva, o diplomata, historiador, ensaísta e poeta Alberto da Costa e Silva.
O espaço dispõe de sala para pesquisa e uma sala reservada exclusivamente para leitura silenciosa. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, de 8 às 18h. Ontem, a direção, os funcionários e freqüentadores apagarão as velhinhas e cortarão o bolo em homenagem à aniversariante.


 


   Publicidade
 
 
 
 
 
  ESPECIAIS
Resolução mínima de 800x600© Copyright 2001, O Dia.